Escolhidas a dedo para você ouvir!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma música que inspira uma vida desenhada com muitas cores.

Eu amooooooooooooooooooo a voz da Fátima Guedes!!!

Pensemos!



'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.'
Martin Luther King

domingo, 28 de março de 2010

Em breve, muitos materiais do Mário Sérgio Cortella - por quem sou apaixonada.

Por hora, só um "cadinho" do Cortella, para dar água na boca.



Aqui, um vídeo sobre a violência nas escolas- uma entrevista com o Cortella ( JORNAL HOJE).

Vale a reflexão deixada por Chico Xavier

“Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por conta própria”. ( Chico Xavier)

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal”. ( Chico Xavier)

sexta-feira, 26 de março de 2010

DISGRAFIA - fique por dentro!

SÉRIE PEDAGOGOS - REBECA CARVALHO


DISGRAFIA


Apesar de toda a tecnologia, escrever ainda é uma das funções mais privilegiadas na vida do ser humano, uma vez que é através dessa atividade que se registram fatos, se expressam e se trocam ideias e informações com outras pessoas. De acordo com o crescimento da criança, não somente em estatura, mas também no aspecto intelectual, afetivo, motor, é bem possível que ela inicie seu processo de aquisição da escrita tão logo as pessoas que a cercam comecem a apresentar-lhe conteúdos. Porém alguns cuidados são de extrema importância e um deles é saber se é tempo de esta criança avançar mais para esta nova etapa.
Na escola convencional, por exemplo, existe um currículo a ser seguido em que as crianças, em sua maioria, precisam aprender mais rápido do que o seu desenvolvimento permite. Todavia, sabemos que, para que haja a execução motora da escrita, o Sistema Nervoso Central (responsável pelo armazenamento, elaboração e processamento da informação resultante da resposta apropriada do organismo) e o Periférico (responsável pelos receptores sensoriais, que são canais principais para aprendizagem simbólica), além de um determinado grau de desenvolvimento psicomotor, necessitam ter passado pro um certo amadurecimento, uma vez que a coordenação e a força dos movimentos precisam estar firmes e com equilíbrio para proporcionar facilmente a atividade das mãos e dos dedos. Esse processo motor vai se desenvolvendo e se aprimorando de acordo com o progresso no ambiente escolar.
Entretanto, em muitos casos, esta criança não está emocionalmente, cognitivamente, motoramente preparada e, no caso de ser uma criança digráfica - por não estar pronta para iniciar a aquisição do grafismo, da escrita -, certamente apresentará dificuldades nesse processo, o que pode trazer uma série de consequências negativas, no momento em que ela perceber que não consegue fazer o que os colegas fazem, e que é proposto pelo professor. Essa relação, em muitos casos, pode se tornar algo doloroso,constrangedor, e até ser causa de "bulling".
São inúmeras as dificuldades existentens no processo de aprendizagem da escrita, e o professor precisa estar atento aos sinais que seus alunos emitem de que algo não anda bem.



A ESCRITA

Podemos definir a escrita como uma representação da língua falada através de caracteres e/ou signos gráficos. Mas, para que isso ocorra, braços, mãos, dedos, entre outras partes da mente, através de delicados e finos gestos, se esforçam para fazer um bom trabalho, uma vez que o ato de juntar esses signos, ou seja, escrever, não pertence ao ser desde o seu nascimento. Este ato é resultante de um processo de vagarosas e importantes conquistas nos planos simbólicos, motor e perceptivo da criança.
Uma das grandes exigências da escrita, para quem a pratica, é a disposição do espaço gráfico, obedecendo a regras de utilização, onde o que se escreve deve apresentar um visual no qual as letras estejam de acordo umas com as outras, sendo encaixadas corretamente nas palavras e consequentemente havendo um controle de ajuste para que fiquem alinhadas onde se quer escrever.
Quando o aluno não consegue realizar cópias ou montar uma sequência de letras em palavras fáceis ou comuns ao seu vocabulário, o professor deve ficar atento, pois pode estar diante de um transtorno da expressão escrita, que é mais conhecido como disgrafia.
Isto significa que a habilidade escrita está abaixo do nível idealizado pela idade cronológica, escolaridade e inteligência, podendo ou não estar associada a outros transtornos de aprendizagem, como a discalculia ou de leitura, comprometendo assim a ortografia e a caligrafia. Em muitos casos - com suas exceções-, as crianças com disgrafia apresentam também a disortografia, na qual as letras são amontoadas para esconder os erros ortográficos.
Conhecida também por letra feia, a disgrafia tem muitos motivos aparentes e um deles é o fato de a criança não conseguir se lembrar da figura que aquela letra representa e, ao fazer o esforço para se lembrar como se faz o grafismo, escreve vagarosamente, o que faz com que a união das letras aconteça de forma inapropriada, tornando-as ilegíveis.



Segundo Ajuriaguerra (1988)a escrita é uma tarefa que se sujeita às necessidades direcionadas pela estrutura espacial, uma vez que a criança deve produzir sinais, palavras e frases, vertendo a escrita em uma atividade espaço-temporal. O que significa que a disgrafia não está relacionada a nenhuma alteração intelectual, ou sequer a problemas de ordem cerebral, pois o que dificulta a transmissão de informações visuais ao sistema motor é a complexidade de integrar o visual ao motor.
Embora não haja muitos estudos sobre o tema, alguns pesquisadores, como Rourke, afirmam que a disgrafia existe em três subitens diferentes que, segundo Ciasca, Capellini e Tonelotto (2003), são:

1- Disgrafia baseada na linguaguem: consiste na dificuldade para construir corretamente a palavra citada. Para escrever é necessário que se estabeleça a relação fonema-grafema, e quando isto não ocorre se estabelecem erros de ortografia, que são mais frequentes em grafemas ambíguos ou pouco diferenciados, que impõem uma maior dificuldade para sua discriminação.

2- Disgrafia de execução motora: referente à capacidade de precisão motora para a escrita. Portanto este tipo de disgrafia está relacionado a um problema puramente motor, práxico, e não está ligado diretamente ao comprometimento da leitura.

3- Disgrafia visuoespacial: está relacionada com uma baixa capacidade visuoespacial. É uma dificuldade de distribuir a escrita no espaço gráfico e realizar a correta separação das palavras.


Os sinais de uma criança disgráfica são: texto desordenado e sem unidade, lentidão na hora de escrever, letra ilegível, má organização da página, letras engarranchadas e deformadas, traços sem regularidades, ou muito fortes ou muito fracos que nem chegam a marcar a folha de papel, desorganização do texto sem respeitar as margens, letras retocadas, atrofiadas, omissão de letras e até mesmo de palavras, movimentos contrários à escrita, letra corrigida várias vezes, desenhos pobres em detalhes, distorcidos com traços irregulares, ritmo de escrito muito rápido ou muito lento, problemas para amarrar os sapatos, martelar, fazer mímica, ou seja, dificuldades de imitar o que vê, inclinação da folha de papel em excesso etc.
Vale ressaltar que, para se avaliar se uma criança possui ou não disgrafia, é necessário um conjunto de fatores em evidência, além é claro de uma avaliação feita pelo profissional que está em contato com a criança. Esse procedimento é realizado por algumas estapas até que se constate o diagnóstico final.
Além de testes que podem ser aplicados, há também uma avaliação psicomotora, uma vez que o corpo é a base indireta da escrita. Isto significa que, se a criança não é capaz de controlar seus movimentos e não tem equilíbrio, planejamento, percepção corporal, entre outros fatores que são imprescindíveis à psicomotricidade da criança, ela terá dificuldade em coordenar os movimentos próprios para traçar as letras e formar a escrita.
O dignóstico é feito também através da investigação de outros fatores que envolvem a criança, e que podem estar relacionados aos fracassos caligráficos. São avaliados três aspectos: personalidade, intelectual e sondagem pedagógica.
Em sala de aula, o professor pode contribuir para a melhora deste aluno promovendo uma reeducação do grafismo, através do desenvolvimento psicomotor, trabalhando itens como postura, controle corporal, dissociação dos movimentos, lateralização, ooordenação viso-motor, perpcepção espaço-temporal, entre outros.
O segundo passo é trabalhar o grafismo em si. Com isso, vai ocorrer uma melhora nas habilidades da escrita, através de atividades que envolvam técnicas de pintura, modelagem e desenhos, além do trabalho com atividades escriptográficas, no qual se oferece um lápis e um papel para a criança sentada ao chão e delimita-se um espaço gráfico no próprio papel para que seja realizada a tarefa.
E, finalizando, o terceiro passo é fazer a correção propriamente dita dos erros gráficos, o que inclui tamanhos de ltras, margens, altos e baixos, inclinação da folha e das letras, manutenção da linha, o aspecto do texto em si e tantos mais que o profissional achar pertinentes.

Fonte: Jornal Appai - Educar - ano 12 - no 64 - 2010.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Divulgando lançamento do livro do amigo Henrique Rodrigues - Como se não houvesse amanhã.


Sábado - 27 de março, no Cinematheque, lançamento do livro COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ, organizado por Henrique Rodrigues.

Essa matéria foi publicada hoje, no jornal O GLOBO.

Livro reúne 20 contos inspirados em canções da Legião Urbana
Plantão | Publicada em 25/03/2010 às 09h00m
Leonardo Lichote

RIO - Um bando de garotos de 11, 12 anos, no pátio da escola, num dia qualquer de 1987, lendo alto a letra de "Faroeste caboclo" numa folha mimeografada, repetindo os versos até decorá-los. O escritor Henrique Rodrigues era um deles e descreve a cena ao falar da gênese de sua paixão pelas canções da Legião Urbana - obra à qual ele presta tributo ao assinar a organização e um dos contos da antologia "Como se não houvesse amanhã - 20 contos inspirados em músicas da Legião Urbana" (Record). O lançamento - com direito a karaokê da Legião - será no Cinematheque, no sábado, dia do aniversário de Renato Russo.

A roda de estudantes descrita por Henrique era maior do que parecia - espalhados pelo Brasil, mais meninos e meninas, entre eles os outros 19 autores do livro, passaram por experiências semelhantes com os versos de Renato Russo (na escola, na vitrola de casa, no walkman pela rua):
- A condição sine qua non para participar do livro era ser fã da Legião - conta Rodrigues. - Queria um livro apaixonado.

Não foi difícil conseguir reunir apaixonados pela Legião. Depois de ter a ideia de escrever um conto inspirado na canção "Acrilic on canvas", que ouvia no carro, comentou com uns amigos e percebeu que o desejo de se basear em versos de Russo era comum a seus amigos. Formatou a ideia do livro e passou-a à editora, que gostou.

- Pensei o livro para ter 12 contos, brincando com o número de músicas de um disco. Mas os autores foram chegando e acabei fechando com 20 histórias - conta Rodrigues. - Há autores mais conhecidos, como João Anzanello Carrascoza e Miguel Sanches Neto, ao lado de outros que nunca publicaram, como Rosana Caiado Ferreira.

Rodrigues não tem o costume de ouvir música, e até prefere o silêncio na maior parte das vezes. Mas diz escutar Legião Urbana diariamente desde os 10 anos - ele tem 34. Ao explicar a aparente contradição, ele lança possíveis pistas para se entender como as canções da banda ganharam a representatividade que têm:

- A Legião toca num imaginário muito íntimo da minha vida. Meu pai, que já faleceu, era separado da minha mãe e brincava quando saía comigo, cantando "Eu moro com a minha mãe/ Mas meu pai vem me visitar" (de "Pais e filhos"). Coisas assim acontecem com toda uma geração. São canções que atacam em três frentes: a indignação político-social, a relação com os pais e os caminhos e descaminhos do amor. Depois daquela atração inicial, no início da adolescência, fui amadurecendo, e as canções foram amadurecendo comigo, fui vendo que elas tinham novas leituras.

Na visão do organizador Henrique Rodrigues, o lirismo de Russo contribui para a permanência de sua obra:

- A banda surgiu numa circunstância muito datada, de fim da ditadura, Brasília. Mas já no primeiro disco ele costurava isso com algo mais subjetivo, em canções como "Será" e "Por enquanto". Em "Vamos fazer um filme" aparece a síntese desses dois lados: "O sistema é 'maus'/ Mas minha turma é legal" - aponta. - Conforme foi amadurecendo, suas letras foram ficando mais líricas, e o texto lírico é atemporal. O título do livro, "Como se não houvesse amanhã", traz a essência dessa atemporalidade. Penso Renato como um poeta da fase ultrarromântica, seu trabalho tem algo do "Mal do Século". Uma angústia diante do inevitável, da morte, da separação.

Os contos do livro - batizados com os nomes das canções correspondentes - refletem essas angústias. A maioria deles é densa, triste, tratando de separações e dores (a do crescimento, sobretudo). Mesmo a história de amor do rockinho "Eduardo e Mônica" é relida pelo seu reverso: a separação do casal. Todos os discos da banda estão representados, e os contos entram na ordem em que as músicas foram lançadas. O primeiro é "Será", de Daniela Santi, e o último é "Sagrado coração", de Maurício de Almeida.

- Renato não gravou esta. Ela aparece no álbum póstumo "Uma outra estação" apenas com a melodia e com a letra no encarte - nota o organizador.

Para Rodrigues, a presença de Russo faz falta:

- A música pop hoje é bem rala se comparada, por exemplo, à Legião. Em "Monte Castelo", Renato pôs garotos para cantar Camões e a Bíblia. Pela canção, ele conseguia lançar o extraordinário no ordinário do cotidiano.





Parabéns, Henrique, você merece muito sucesso!!!

FAÇO QUESTÃO DE DIVULGAR

Tomei conhecimento da carta que postarei a seguir e considero de suma importância que todos aqueles envolvidos com educação, façam-na circular, uma vez que o jornal O GLOBO, para onde foi endereçada, não publicou (Ahhhhhh, por que será que a carta não foi publicada?)
A educadora Marynês Meirelles, professora da rede municipal do Rio de Janeiro, fez o que muitos de nós devemos fazer diante das numerosas hipocrisias que cercam o sistema educacional: reclamou e mostrou as verdades que "teimam" em ficar escondidas. Em resposta a matéria DE VOLTA PARA O FUTURO,de autoria da Secretária Municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, publicada no dia 06 de março de 2010, Marynês traz à tona várias questões que são de todos nós:



Sra. Claudia Costin,



Acredito que a população está sendo informada de uma realidade diferente da que convivo diariamente.

Sou professora da rede municipal desde 1984 e trabalho em uma escola na Barra da Tijuca. Posso me orgulhar de ter uma vida profissional comprometida sempre com os meus alunos, buscando sempre me aprimorar e dar a elas a oportunidade que merecem ter. Mas, a cada ano que passa sinto mais tristeza ao me deparar com esta “politicagem” onde os prejudicados são os alunos ,seus familiares e nós professores. A prefeitura quer números, quantidade e não está preocupada com a qualidade como menciona a nossa Secretária.

Gostaria de saber onde me enquadro nestes 30 mil professores que receberam uma semana de qualificação? Isto não é verdade!

Como se pode ainda falar em qualidade quando tenho em uma sala de aula 32 alunos, de diferentes faixas etárias. Alunos estes que acabaram de completar 8 anos, de 9, 10 e 11 anos no ano final do ciclo, antiga 2ª série? Podem ter estas crianças os mesmos interesses? Os de 11 anos estão repetindo a série sem receber ajuda como o reforço escolar, por exemplo.

Além disso, nesta sala tenho crianças que sabem ler e outras que estão totalmente analfabetas! Esta é a realidade! E, o que fazer? O ano final do ciclo não recebe nenhum apoio da prefeitura pois, oficialmente, estas crianças têm 3 anos para serem alfabetizadas e não podem ser reprovadas. Elas passam pelo ano inicial e intermediário sendo empurradas para o ano final, tendo aprendido ou não. Não consigo perceber , segundo a Sra. Claudia Costin, “aquilo que vai garantir os resultados já começou a ser implementado”.

“O vigoroso programa para dar um salto de qualidade” também, na prática, não aconteceu.

A prova do 4º bimestre apresentava questões exatamente iguais às das provas do 2º e 3º bimestre. Qual o objetivo? Parecer que todos aprenderam? Eles já tinham feito a revisão da prova comigo e portanto, já sabiam as respostas corretas. Como eu, outras professoras devem ter feito o mesmo!

A Prova Rio, uma avaliação externa, tinha questões totalmente fora da realidade dos nossos alunos! O objetivo era medir o que os nossos alunos não sabem... Não tinha absolutamente nada a ver com as provas bimestrais enviadas pela prefeitura.

E, ainda, onde estão estas cartilhas anunciadas por ela no artigo?

A Secretaria tem que investir sim, no 1º segmento, pois é desde a Educação Infantil que detectamos os alunos que necessitam de uma ajuda mais intensa. É sinalizado em relatórios e reuniões e Nada Acontece! E o problema se agrava ano a ano!

Para completar, neste ano tenho em sala de aula uma aluna com problemas mentais que grita e se joga no chão todas as vezes que surta. Ninguém me ensinou como lidar com crianças assim! Os outros alunos estão assustados e o trabalho, que já era difícil, torna-se praticamente impossível! A Prefeitura oferece um curso para professores de turma regular no horário de trabalho, sem dispensa de ponto. Isto é, se eu for, levarei falta. É esta a preocupação com a qualidade???

Acredito que, ou as informações não chegam para a secretária como realmente são ou há a vontade de passar para a população uma realidade que não reflete o que realmente acontece.

Vamos nos voltar para o PRESENTE!!!

Marynês Meirelles


Apesar de não ser professora da rede do Rio ainda, trabalho numa rede municipal com os mesmos problemas. Quero parabenizar a educadora Marinês Meirelles pelo excelente artigo, apenas acrescentando uma questão: Se nossos governantes acreditam tanto no que dizem a respeito dessa educação de qualidade, por que não têm seus filhos e parentes matriculados em redes municipais?

sábado, 20 de março de 2010

Eu borboleto na ESPERANÇA.

"Estou semeando as sementes da minha mais alta esperança.
Não busco discípulos para comunicar-lhes saberes.
Os saberes estão soltos por aí, para quem quiser.
Busco discípulos para neles plantar minhas esperanças."

Rubem Alves – Saberes e esperanças


sexta-feira, 19 de março de 2010

Entretenimento com desafios.

Uma boa carta para termos na manga para aquelas crianças que terminam as atividades propostas rapidamente, é a de deixar à disposição atividades como cruzadinhas, caça-palavras, trilhas etc.


































quinta-feira, 18 de março de 2010

O niver é do grande amor da minha vida, mas o presente é meu!



Hoje, 18 de março, é um dia muito especial para mim. Além de ser o aniversário do grande amor da minha vida, completei 101 posts no Borboletando. Os dois motivos provocam em mim muita festa.
Desde que nasci nessa vida (sim, eu acredito que existam outras) (re)encontrei a Maria, figuraça que sempre me pareceu a FORTALEZA em pessoa. A primeira vez em que a vi com mar nos olhos, eu tinha quase 15 anos, e o motivo foi a perda do marido. Hoje em dia, creio que Maria já tenha se dado conta de que não é a "mulher maravilha" que um dia pensou ser... (E nisso temos muito em comum, embora eu considere que minha descoberta tenha chegado mais cedo). Hoje, com seus 83 anos de vida, Maria me parece ainda mais forte que quando "não" chorava, porque agora ela se derrete diante de muitas coisas, e abrir a guarda da nossa sensibilidade assim para o mundo talvez seja um dos nossos atos mais corajosos.
Maria passou a ser para mim uma espécie de mentora espiritual. Se ela dizia algo, eu poderia ter certeza das suas palavras. Santa sabedoria que a vida se encarregou de presenteá-la! Sem nunca ter ido à escola, Maria foi me ensinando a ver muito da vida, de tal forma que minha admiração por ela foi crescendo, crescendo, crescendo e SEMPRE se enche em meus olhos... Por isso, sem sombra de dúvidas, posso dizer: GRANDE AMOR DA MINHA VIDA!
Quanto ao blog, depois desses 9 meses de existência, pensei que nem teria tanto tempo assim para "alimentá-lo", mas penso que esteja indo bem nos posts. Cumpro o objetivo de partilhar as coisas que penso importantes, ainda que isso me roube um bom tempo para curtir a Maria, essa mulher da minha vida, que nessa me veio como VÓ, carinhosamente chamada de VOVIS.
Partilho com vocês uma poesia que escrevi para ela:



Rio, 22 de outubro de 2007.
18h 13min


Para Maria, mulher de fibra, ó xente!


Passe de mágica
Cantiga de ninar
Me vejo embalada
Na sua rima improvisada.
No repente da oração,
Sinto a carícia da sua mão.
Na ternura do seu olhar,
Sinto o vento me levar.
Na melodia da sua voz,
Aprendo a desatar os nós.
Com seu riso gostoso e sua língua solta,
vejo a leveza até dos pesares.
Generosidade, amor e fibra.
É de um ó xente de querer imitar.
Maria, a avó de muitas vidas,
que para sempre hei de encontrar!