Escolhidas a dedo para você ouvir!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CORREDOR CULTURAL - E.M. CLÁUDIO BESSERMAN VIANNA

Queridos seguidores e leitores,
é com enorme prazer que trago para vocês o resultado do trabalho que vem sendo desenvolvido em nossa E.M. Cláudio Besserman Vianna, localizada no coração da comunidade de Rio das Pedras.
Preciso dar os PARABÉNS à equipe de professores, diretores, alunos e todos os funcionários da escola, pois nosso Corredor Cultural está simplesmente MARAVILHOSO. É preciso partilhar este resultado, para que acompanhem todos, professores ou não, pois o que queremos mostrar é que quando se trabalha com compromisso, responsabilidade e amor, podemos criar asas e alçar voos que levam além do horizonte.
Com a certeza de que nosso mestre da Literatura Infantil, Monteiro Lobato, estará para sempre vivo nos corações dessas crianças, deixo aqui meu agradecimento por fazer parte dessa Equipe!


Um Arraiá lindo demais da conta.


Nosso Projeto.






Turma E.I. 20


Turma E.I. 20


Turma 1106 e as dobraduras do Saci.


Turma 1204 e a região Nordeste.


E.I. 13 e a boneca Emília.


E.I. 11 e a linda maquete do Arraiá da Emília.


Ameeeeeeeeeeei!


Mais de pertinho...






Os Sacis.


Cachimbos do Saci.


Turma 1203 - Fábula em Cordel.


Explorando...


Integrando. Um tema puxa outro.


Hummmm. Receitinha da 1206.


Receitinhas nordestinas.


Produção pictórica com colagem - Sítio do Picapau Amarelo.


A galerinha do Se Liga colocando a criatividade para fluir.


1301 e 1306 - Região Norte.


Linguagem cartográfica - 1301 e 1306.


1301 e 1306.


E a Educação Física faz a sua parte


O personagem Pedrinho sempre fará lembrar essas palavras, não é mesmo?


Amei essa atividade!


Show!


Releitura.


Releitura.


Releitura.


Painel.


A boneca Emília retratada pela E.I. 22 e pela 1110.


Diversas inteligências sendo trabalhadas pela 1110.

Turma 1110




Receitinhas - 1109


Percebam a riqueza desses trabalhos. Tudo feito em equipe pela turma 1109.







Releitura do Sítio em prato de isopor - Turma 1108


Releitura e dobradura.




Emília e Visconde com pratos de papelão./ Produção textual - A turma do Sítio. Turma 1108


Que charme essa atividade!


Nossas lendas. Turma 1310


O Boto Rosa. Turma 1310.




Lenda do Saci.


Monteiro Lobato - de fato um universo encantador!


Tudo muito amarradinho.


A turma do Sítio preserva a natureza.


Personagens do Sítio - Turma 1103

Pensando em cada detalhe. Coisinhas da Cida.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Citações sobre leitura - essa SEMPRE maravilha

"O livro é passaporte, é bilhete de partida". ( Bartolomeu Campos Queirós).

"Sem livros, dificilmente se aprende a gostar de ler". ( Ruth Rocha)

"O processo de leitura possibilita essa operação maravilhosa que é o encontro do que está dentro do livro com o que está guardado na nossa cabeça". ( Ruth Rocha)

A frase que escreverei aqui é a Lygia Bojunga, mas posso dizer que também pode ser muito minha: " Para mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena livros me deram casa e comida".

"Ler é somar-se ao mundo, é iluminar-se com a claridade do já decifrado. Escrever é dividir-se". ( Bartolomeu Campos Queirós).

"O homem levou um milhão de anos para aprender a ler. Você vai perder essa oportunidade?" ( Heródoto Barbeiro)

" A felicidade não se aprende nos livros, mas pode brotar deles". ( Eduardo Gianetti)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rubem Alves falando sobre Bullying

A forma escolar de tortura



Eu fui vítima dele. Por causa dele odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho... Mas eles não convidavam nem a gorda e nem a magricela. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que as crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares. Mas nunca pensei sobre os sofrimentos que colegas infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todas as crianças e todos os adolescentes são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis.

“Bullying” é o nome dele. Fica o nome inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que “bullying” diz. “Bully” é o valentão: um menino que, e em virtude de sua força e de sua alma deformada pelo sadismo tem prazer em intimidar e bater nos mais fracos. Vez por outra as crianças e adolescentes brigam em virtude de desentendimentos. São brigas que têm uma razão. Acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois da briga os briguentos podem fazer as pazes e se tornarem amigos de novo. Isso nada têm a ver com o “bullying”. No “bullying” um indivíduo, o valentão, ou um grupo de indivíduos, escolhe a sua vítima que vai ser o seu “saco de pancadas”. A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles “não vão com a cara” da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender a brincadeira não teria graça. A vítima é uma peteca: cada um bate e ela vai de um lado para outro sem reagir. Do “bulling” pode-se fazer uma sociologia porque envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda. Até agora tenho usado o artigo masculino – mas o “bullying” não é monopólio dos meninos. As meninas usam outros tipos de força que não a força dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar a violência dos colegas mais violenta ainda. Ela está condenada à solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio. A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte.

Freqüentemente, entretanto, o “bullying” não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos.

Aprendemos dos animais. Um ratinho preso numa gaiola aprende logo. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca à comida. Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem agora que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Os seus desejos, eu imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.

Edimar era um jovem tímido de 18 anos que vivia na cidade de Taiúva, no estado de São Paulo. Seus colegas fizeram-no motivo de chacota porque ele era muito gordo. Puseram-lhe os apelidos de “gordo”, “mongolóide”, “elefante-cor-de-rosa” e “vinagrão”, por tomar vinagre de maçã todos os dias, no seu esforço para emagrecer. No dia 27 de janeiro de 2003 ele entrou na escola armado e atirou contra seis alunos, uma professora e o zelador, matando-se a seguir.

Luis Antônio, garoto de 11 anos. Mudando-se de Natal para Recife por causa do seu sotaque passou a ser objeto da violência de colegas. Batiam-lhe, empurravam-no, davam-lhe murros e chutes. Na manhã do dia fatídico, antes do início das aulas, apanhou de alguns meninos que o ameaçaram com a “hora da saída”. Por volta das dez e meia, saiu correndo da escola e nunca mais foi visto. Um corpo com características semelhantes ao dele, em estado de putrefação, foi conduzido ao IML para perícia.

Achei que seria próprio falar sobre o “bullying” na seqüência do meu artigo sobre o tato que se iniciou com esta afirmação: O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisa entre Eros e Tânatos. É através do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece. “Bullying” é a forma escolar da tortura.



Extraído do site:

http://www.rubemalves.com.br/aformaescolardatortura.htm

domingo, 5 de junho de 2011

2 ANOS DE BORBOLETANDO

DIA 06 DE JUNHO O BORBOLETANDO COMPLETARÁ 2 ANOS. INFELIZMENTE (POR MOTIVO DE DOENÇA FAMILIAR) NÃO ESTOU TENDO TEMPO DE POSTAR COISAS, MAS FICA AQUI OS PARABÉNS PARA O VERDADEIRO SENTIDO DA EXISTÊNCIA DESSE TRABALHO: A PARTILHA.
OBRIGADA A TODOS OS SEGUIDORES DO BLOG, A TODOS QUE SUGEREM IDEIAS DE POSTS E A TODOS QUE COMENTAM.
UM BEIJO GRANDE.